Recomeço
Cheguei em Florianópolis e tive uma recepção muito calorosa da minha filha e do meu genro. No dia 11/11, celebrei meu aniversário com um tema paraense. Foi um momento especial: amigos deles vieram me dar as boas-vindas e comemorar conosco. Apesar de serem pessoas que eu nunca tinha visto antes, me senti acolhida. Foi um aniversário diferente, mas cheio de carinho.
No dia 13/11, fui realizar uma tomografia. Meu genro, que estava de férias, foi comigo e me acompanhou durante tudo. Fiz o exame sem contraste, pois não me sentia forte o suficiente naquele momento. Após o resultado, levamos à médica do posto de saúde.
Ela me informou que havia uma lesão grave, de tamanho considerável, e me encaminhou para uma urologista. No dia da consulta, a especialista analisou a tomografia e disse que, devido ao tamanho da lesão, eu havia perdido o rim direito. No entanto, ainda não era possível afirmar se se tratava de algo maligno.
Foi então solicitada uma nova tomografia, dessa vez com contraste. Realizei o exame, mas mesmo com o resultado, ainda não foi possível definir se era câncer. Em seguida, foi pedido também uma tomografia de tórax.
Nesse novo exame, foi identificado que tenho cardiomegalia, possivelmente relacionada à hipertensão, além de um pequeno nódulo na glândula adrenal esquerda.
Diante desse quadro, fui encaminhada para o CEPON de Santa Catarina. Entre janeiro e março, tive duas crises renais.
Minha próxima consulta está marcada para maio. Até lá, sigo aguardando e enfrentando cada etapa.
Só sei dizer que minha vida virou de cabeça para baixo. Deixei tudo em Belém, e agora sinto como se estivesse vivendo um eterno recomeço.
Sigo com esperança de sair com vida de tudo isso.









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