Os meses foram passando. Em setembro, aconteceu um evento muito importante no grupo do qual eu fazia parte: o Baile da Primavera. Eu amava aquele grupo. Cheguei a participar das reuniões mesmo doente, porque queria, a qualquer custo, ver nosso objetivo de final de ano se concretizar. Deus sabe de todas as coisas.
Então chegou outubro, mês do Círio de Nazaré — uma festa linda, impossível de explicar, é algo que se sente.
Fui com meu filho participar da transladação, a procissão luminosa. Na manhã seguinte, caminhamos da Conselheiro Furtado até a Presidente Vargas, onde ficamos na arquibancada para ver a passagem do Círio. Estava tudo muito bonito… e eu estava feliz ao lado do meu filho.
Depois que a procissão passou, começamos a voltar a pé para o apartamento onde ele mora. No meio do caminho, senti dores fortes. Pedi que ele chamasse um Uber, porque eu já não conseguia mais andar. Aquilo me causou estranheza — em anos anteriores, eu fazia percursos ainda maiores e não sentia nada.
Quando chegamos ao apartamento, fui ao banheiro e percebi que minha urina estava com uma cor diferente. Pensei que fosse mais uma infecção urinária, mas não comentei nada com meu filho.
Ao voltar para casa, comecei a tomar antibiótico por conta própria… e a vida seguiu.
Quinze dias depois, em um domingo, passei o dia aparentemente bem. Mas, à noite, senti dores muito fortes. Fui ao banheiro e, dessa vez, minha urina saiu com sangue e coágulos.
Meu filho estava em casa. Contei a ele, e fomos direto para a urgência.
O médico perguntou se eu já havia feito algum exame de imagem — ultrassom ou tomografia —, já que sou hipertensa e vinha apresentando sintomas há algum tempo. Respondi que não.
Ele me medicou com injeções para aliviar a crise e solicitou um ultrassom, orientando que eu levasse o resultado a um especialista, um urologista.
Assim eu fiz.
Durante o exame, o médico já adiantou: havia uma lesão muito grande no rim direito, além de pedra na vesícula e esteatose hepática. Seria necessário fazer uma tomografia para avaliar a complexidade da lesão.
Eu tinha uma viagem marcada para Florianópolis, onde passaria meu aniversário.
Conversei com minha filha, expliquei a situação. E ela me disse:
“Mãe, vem pra cá. O SUS funciona melhor aqui.”
E assim eu fiz.
Cheguei em Florianópolis no dia 08/11/2025.
Vim em busca da minha cura.





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