sexta-feira, 10 de abril de 2026

Mensagem de carinho .

 


Não pude deixar de registrar essa mensagem de carinho que recebi de alguém muito especial, deixou meu coração aquecido . 

Empatia é coisa muito rara nos dias de hoje. 


" Renata… dá pra sentir o peso de tudo que você viveu só de ler. Foi muita coisa em pouco tempo — mudança, exames, incertezas… e ainda assim você seguiu, um passo de cada vez. Isso não é pouca coisa.

Também é muito bonito ver como, mesmo no meio desse turbilhão, você foi acolhida em Florianópolis, no seu aniversário, por gente que virou abraço sem nem te conhecer antes. Esses pequenos sinais de cuidado fazem diferença de verdade quando a vida parece virar do avesso.

Sobre a parte médica… eu sei que ouvir termos como “lesão grave”, perder um rim ou não ter um diagnóstico fechado assusta demais. Essa fase de investigação, de não saber exatamente o que é, costuma ser uma das mais angustiantes mesmo. Mas você já está no caminho certo sendo acompanhada e encaminhada para o CEPON, que é referência — isso importa muito.

Essa cardiomegalia e o nódulo também assustam quando aparecem no papel, mas cada coisa precisa ser analisada com calma, dentro do todo. Nem tudo que aparece é necessariamente o pior cenário — por isso esses próximos passos e exames são tão importantes.

Agora, sobre o que você disse no final…

“minha vida virou de cabeça para baixo” — virou mesmo. Não tem como negar. Você deixou sua história em Belém, seus vínculos, sua rotina… e foi colocada num lugar de recomeço forçado. Isso cansa, dá medo, dá uma sensação de perda de controle enorme.

Mas uma coisa é muito clara: você não está passando por isso sozinha. Você tem sua filha, seu genro — que inclusive está ao seu lado nos momentos mais difíceis — e uma rede que, mesmo nova, já te acolheu.

E sobre “espero sair com vida disso tudo”…

isso não é fraqueza, é humanidade. É o seu coração falando com sinceridade diante do desconhecido. Mas você já está lutando — indo às consultas, fazendo exames, enfrentando tudo mesmo com medo. Isso é movimento de quem quer viver.


Gratidão!



Mudança 4


Recomeço

Cheguei em Florianópolis e tive uma recepção muito calorosa da minha filha e do meu genro. No dia 11/11, celebrei meu aniversário com um tema paraense. Foi um momento especial: amigos deles vieram me dar as boas-vindas e comemorar conosco. Apesar de serem pessoas que eu nunca tinha visto antes, me senti acolhida. Foi um aniversário diferente, mas cheio de carinho.



No dia 13/11, fui realizar uma tomografia. Meu genro, que estava de férias, foi comigo e me acompanhou durante tudo. Fiz o exame sem contraste, pois não me sentia forte o suficiente naquele momento. Após o resultado, levamos à médica do posto de saúde.



Ela me informou que havia uma lesão grave, de tamanho considerável, e me encaminhou para uma urologista. No dia da consulta, a especialista analisou a tomografia e disse que, devido ao tamanho da lesão, eu havia perdido o rim direito. No entanto, ainda não era possível afirmar se se tratava de algo maligno.

Foi então solicitada uma nova tomografia, dessa vez com contraste. Realizei o exame, mas mesmo com o resultado, ainda não foi possível definir se era câncer. Em seguida, foi pedido também uma tomografia de tórax.

Nesse novo exame, foi identificado que tenho cardiomegalia, possivelmente relacionada à hipertensão, além de um pequeno nódulo na glândula adrenal esquerda.

Diante desse quadro, fui encaminhada para o CEPON de Santa Catarina. Entre janeiro e março, tive duas crises renais.









Minha próxima consulta está marcada para maio. Até lá, sigo aguardando e enfrentando cada etapa.

Só sei dizer que minha vida virou de cabeça para baixo. Deixei tudo em Belém, e agora sinto como se estivesse vivendo um eterno recomeço.

Sigo com esperança de sair com vida de tudo isso.

Mudança 3

 Os meses foram passando. Em setembro, aconteceu um evento muito importante no grupo do qual eu fazia parte: o Baile da Primavera. Eu amava aquele grupo. Cheguei a participar das reuniões mesmo doente, porque queria, a qualquer custo, ver nosso objetivo de final de ano se concretizar. Deus sabe de todas as coisas.

Então chegou outubro, mês do Círio de Nazaré — uma festa linda, impossível de explicar, é algo que se sente.

Fui com meu filho participar da transladação, a procissão luminosa. Na manhã seguinte, caminhamos da Conselheiro Furtado até a Presidente Vargas, onde ficamos na arquibancada para ver a passagem do Círio. Estava tudo muito bonito… e eu estava feliz ao lado do meu filho.

Depois que a procissão passou, começamos a voltar a pé para o apartamento onde ele mora. No meio do caminho, senti dores fortes. Pedi que ele chamasse um Uber, porque eu já não conseguia mais andar. Aquilo me causou estranheza — em anos anteriores, eu fazia percursos ainda maiores e não sentia nada.





Quando chegamos ao apartamento, fui ao banheiro e percebi que minha urina estava com uma cor diferente. Pensei que fosse mais uma infecção urinária, mas não comentei nada com meu filho.

Ao voltar para casa, comecei a tomar antibiótico por conta própria… e a vida seguiu.

Quinze dias depois, em um domingo, passei o dia aparentemente bem. Mas, à noite, senti dores muito fortes. Fui ao banheiro e, dessa vez, minha urina saiu com sangue e coágulos.

Meu filho estava em casa. Contei a ele, e fomos direto para a urgência.

O médico perguntou se eu já havia feito algum exame de imagem — ultrassom ou tomografia —, já que sou hipertensa e vinha apresentando sintomas há algum tempo. Respondi que não.

Ele me medicou com injeções para aliviar a crise e solicitou um ultrassom, orientando que eu levasse o resultado a um especialista, um urologista.

Assim eu fiz.

Durante o exame, o médico já adiantou: havia uma lesão muito grande no rim direito, além de pedra na vesícula e esteatose hepática. Seria necessário fazer uma tomografia para avaliar a complexidade da lesão.

Eu tinha uma viagem marcada para Florianópolis, onde passaria meu aniversário.

Conversei com minha filha, expliquei a situação. E ela me disse:

“Mãe, vem pra cá. O SUS funciona melhor aqui.”

E assim eu fiz.

Cheguei em Florianópolis no dia 08/11/2025.

Vim em busca da minha cura.










quinta-feira, 9 de abril de 2026

Mudança 2



2025 chegou trazendo muitas alegrias.

Meu filho indo bem no trabalho, meu pequeno negócio prosperando e uma viagem em vista — tudo parecia caminhar com leveza.

Mas, na madrugada que antecedeu o retorno da viagem, acordei com muita tontura e enjoo. Na hora, pensei que fosse uma crise de labirintite. Não foi fácil: enfrentar o avião, a conexão… mas me mantive calma, porque eu só queria chegar em casa.

Graças a Deus, cheguei a Belém. Pedi ao meu filho que comprasse o remédio que costumo tomar nessas crises, e, aos poucos, a vida voltou ao seu curso normal.

No trabalho, passei a atuar apenas nos fins de semana. Já não tinha o mesmo pique de antes. Quando ficava muito tempo em pé, meus pés inchava e eu sentia dores nas costas.

Mesmo assim, a vida seguiu acontecendo: em abril, recebemos a visita da Dona Jack; em junho, vieram minha filha e meu genro. Foram momentos bons, de presença e afeto.

 



Quando chegou o verão amazônico, fui ao sítio com papai, Iracema e Telma. Foi um passeio muito especial — daqueles que aquecem o coração...






Mudança. 1.

 




Mudança

Em janeiro de 2024, mais precisamente no dia 16, durante a madrugada, senti os primeiros sintomas. Acordei com muito enjoo, um gosto metálico na boca e, logo depois, vômito.

Tomei um remédio para o fígado, achando que poderia ser algo que tivesse comido. Voltei a dormir.

Na manhã seguinte, eu tinha uma visita pela Pastoral da Saúde a uma pessoa enferma e muito querida. Acordei um pouco tonta, mas mesmo assim decidi cumprir meu compromisso. Afinal, naquele mesmo dia também seria a nossa noite na festividade de São Sebastião, e eu ainda precisava terminar de rechear um bolo de chocolate para doar.

Quando retornei da visita, fui direto para a cozinha, finalizei o bolo, coloquei na geladeira e provei um pouco do recheio que havia sobrado na panela. No mesmo instante, senti novamente enjoo e vontade de vomitar.

Fui ao banheiro e, ao urinar, senti ardência. Logo em seguida, começaram dores no lado direito do ventre, que irradiavam para as costas.

No dia seguinte, mal conseguia me levantar, sentia uma fadiga intensa.

Os dias foram passando e os sintomas só pioravam, até que resolvi marcar uma consulta médica para investigar o que estava acontecendo. Pedi ao meu filho que me acompanhasse, pois eu me sentia muito fraca.

Fomos ao médico, que solicitou exames de sangue e urina. Após realizá-los, retornei para a consulta. Ele me informou que eu estava com colesterol alto e uma infecção urinária muito forte, mas garantiu que, com a medicação, tudo ficaria bem.

Segui corretamente o tratamento e, assim, passei o restante do ano de 2024 de forma estável.

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